Tietagem no ixdsa11 – Windows Phone

Tenho que confessar que há poucos dias atrás tive meu momento de tiete. Fui ao ixdsa2011 e para quem não sabe ainda, é um evento de design de interação – Interaction Design South America 2011 – que este ano foi em Belo Horizonte.
Aprendi muitas coisas interesantes que pretendo postar para meus colegas leitores, e lá, alguém em especial falou sobre um assunto pelo qual sou apaixonada e vou revelar à vocês: Windows Phone.

Vou explicar o porquê da minha paixão: Alguns meses atrás onde trabalho uma equipe de brilhantes desenvolvedores foi escolhida para desenvolver aplicativos para Windows Phone e para minha alegria faço parte desta equipe – eu sou a parte menos brilhante da equipe, mas o que importa é que tô lá!!! E estou aprendendo muito com estes profissionais.

Agora, o que fez despertar meu momento tiete? Conheci pessoalmente Mike Kruzeniski – diretor de criação no Windows Phone design studio, ele coordena o design de projetos de comunicação, produtividade e experiências internacionais do Windows Phone.

Mike, além de excelente profissional é uma pessoa muito simpática e acessível, despois de sua apresentação respondeu algumas perguntas e ainda teve paciência comigo (e com o meu inglês ruim) e nem reclamou de eu pedir para tirar uma fotinha com ele!

Mike Kruzeniski, liderou o projeto que ajuda os  desenvolvedores a entenderem e construírem aplicativos para a nova plataforma Windows Phone, e estabeleceu a relação de design entre a Microsoft e a Nokia.  Antes de ingressar na Microsoft, Mike trabalhou para a Nokia Design na equipe Insight + Innovation, em Los Angeles, e na Designafairs em Erlangen, na Alemanha.

Ele é mestre em Design de Interação pelo Umeå Institute of Design no norte da Suécia, Bacharel em Design Industrial pela Emily Carr University em Vancouver, Canadá, e estudou na Kunsthochschule Berlin-Weissensee, na Yale School of Management, e na UCLA Anderson School of Management. Escreve ocasionalmente sobre design no http://www.kruzeniski.com

Como entusiasta apaixonada vou tentar ajudar com o pouco que eu sei, designers de interfaces, de interação e UX a entender um pouco mais do universo Windows Phone. Que desde já aviso, não tem nada a ver com Windows Mobile. o Novo Windows Phone tem uma interface totalmente inovadora e seu foco é na informação;

No próximo contato, vou explicar os porquês dos porquês do Windows Phone. E para ter uma ideia do que estou falando aqui vai uma imagem do Windows Phone para dar água na boca, para saber mais, clique na imagem e vá para o site do Windows Phone e conheça mais.

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O que é e o que faz um Designer de Interação?

Design de Interação é uma área do Design especializada em projetos interativos como: Sites, PDA’s, Jogos Eletrônicos e Softwares.
Seu principal foco são as relações humanas construídas e vividas através dos “artefatos interativos” – celulares, tablets, sites, jogos, smartphones, etc.

A principal filosofia do IxD – Design de Interação, acostumem-se com este termo – é o desenvolvimento de projetos, à partir de conceitos construídos com base na observação das experiências e testes com usuários, visando a melhor interação entre homem e máquina.

Conhecido como “Design centrado ao usuário” os principais benefícios que este profissional acrescenta a um projeto são:
• Adequar propostas do sistema ao usuário;
• Balancear: Interação x Funcionalidade;
• Prevenir e evitar erros do usuário;

Assim, os Designers de Interação superam os desafios de usabilidade, criam produtos e serviços inovadores e proporcionam máxima satisfação e interatividade do produto, tirando maior proveito das tecnologias e trazendo para o usuário uma tecnologia que ele pode usar e experimentar com maior qualidade e aproveitamento.

O PERFIL DO DESIGNER DE INTERAÇÃO

O que eu preciso para me tornar um Designer de Interação? Segundo Dan Safer, suas atitudes devem ser:

• FOCO NO USUÁRIO: Entender o usuário, questionar suas escolhas, observar suas ações e estudar seu ecossistema, saber onde ele está inserido e quais suas experiências com o Device para qual você está projetando;

• ENCONTRAR SOLUÇÕES SIMPLES: Quando criamos escolhas, abrimos as portas para erros. Crie escolhas simples e livre o usuário de problemas. Evite que ele erre;

• GERAR MUITAS IDÉIAS E PROTOTIPAÇÃO RÁPIDA: Quem nunca teve uma idéia muito boa, que fazia todo sentido na nossa cabeça, mas ao colocá-la em prática foi uma amarga decepção? Tempo é dinheiro, com tecnologia coisas que demoram muito ficam para trás da concorrência. Com a prototipação rápida aquelas idéias menos eficazes são descartadas logo nos primeiros testes;

• TRABALHAR DE FORMA COLABORATIVA: Esta é uma área que exige observar o próximo, ouvir com cuidado, aceitar opiniões e dialogar em vários campos do conhecimento humano, buscar proximidade com vários tipos de usuários e profissionais. Aquele chopinho com os amigos, as reuniões no cafezinho da empresa agora tem uma desculpa profissional para acontecer!  Mas cuidado, ouvir é essencial, prestar atenção aos detalhes e estar sempre em busca do conhecimento sobre o comportamento humano.

• CRIAR SOLUÇÕES ADEQUADAS: Mais importante que trazer soluções é adequar às soluções ao contexto do usuário – seja ela sociais, psicológicas ou culturais – é preciso estudar o usuário e saber o contexto histórico-social em que ele está inserido para não causar mau estar;

• AMPLIAR SEU CAMPO DE INFLUÊNCIA: Ter interdisciplinaridade no seu dia-a-dia, ler sobre vários assuntos, conhecer novas culturas, saber o que cada pessoa dentro da sua equipe faz, do que elas gostam, do que não gostam, estar por dentro das tecnologias, das noticias do mundo e da sua cidade. Estar sempre curioso, buscar respostas para perguntas que você normalmente não faria, estudar coisas que te faça entender o próximo e suas escolhas;  Só assim, você encontrará soluções simples e inovadoras para o dia-a-dia;

•  INCORPORAR EMOÇÕES EM SEUS PROJETOS: O aspecto emocional é o que liga as pessoas às coisas. Quantas vezes olhamos aquela camiseta velha, aquele tênis surrado ou um brinquedo da nossa infância, que não usamos mais, mas que gostamos muito e não nos desfazemos por nada? O mesmo acontece com outras pessoas em vários níveis! Se não existir um fator emocional a um produto, este estará fadao ao fracasso, somos nós que colocamos vida aos objetos e as coisas ao nosso redor, se não nos conectarmos com os objetos ao nosso redor, eles não farão diferença em nossa vida, logo, esqueceremos dele.

Ficou longo, eu sei. Mas é dificil definir em poucas palavras. Normalmente fico tão entusiasmada com o trabalho que não percebo o quanto eu falei.  Caso tenham gostado da profissão de Design de Interação e queira saber mais, fiquem ligados, apareçam por aqui por que vou ao longo do processo de aprendizagem vou passando todo o conhecimento que adquiri para vocês. Se vocês tiverem conhecimentos ou informações que queiram compartilhar comigo, fiquem à vontade, pois como uma Designer de Interação ainda tenho muito que aprender em todos os campos de influência da vida!!!

Um grande abraço para todos e até o próximo post!

Alessandra Peguim Rosa

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